Heintze, Exploradores Alemães em Angola (1611-1954)

  

BEATRIX HEINTZE

EXPLORADORES  ALEMÃES  EM  ANGOLA (1611-1954)

Apropriações etnográficas entre comércio de escravos, colonialismo e ciência

Tradução de Rita Coelho-Brandes e Marina Santos

479 p., 14 fotografias, 2 mapas; publicação provisória online 2010 esperando a publicação do livro em Angola

Trata-se da tradução portuguesa da segunda edição revista do original alemão, publicado em versão eBook, em 2007, em Frankfurt am Main, pela editora Otto Lembeck, com o título Deutsche Forschungsreisende in Angola. Ethnografische Aneignungen zwischen Sklavenhandel, Kolonialismus und Wissenschaft.

 

Contém trinta biografias resumidas de exploradores alemães, na sua maioria, do século XIX, que fizeram pesquisas etnográficas em Angola. As biografias são complementadas por textos extraidos das suas obras, que incluem alguns dos seus relatos etnográficos mais importantes. Dá-se especial atenção à imagem dos viajantes alemães sobre os africanos, bem como às condições e ao contexto em que posteriormente foram redigidos os textos publicados sobre esses encontros. Para além dos aspectos biográficos, interessam-nos sobretudo as condições e a história das origens das nossas fontes, as circunstâncias e o contexto geral da produção do nosso conhecimento. A bibliografia específica sobre cada um dos exploradores fornece, pela primeira vez, uma visão bibliográfica abrangente.

As reproduções de algumas esculturas de colecções etnográficas trazidas por esses exploradores, que hoje admiramos como obras primas da arte africana, constituem um contraste visual ilucidativo em relação aos juízos geralmente depreciativos dos coleccionadores acerca desta „tralha feiticista“. 

-> Texto integral

 

Das Buch enthält dreißig Kurzbiographien zu Forschungsreisenden, vorwiegend aus dem 19. Jahrhundert, die in Angola ethnographische Studien betrieben haben. Sie wer­den durch Textbeispiele aus ihren Werken ergänzt, die auch einige ihrer wichtigsten ethnographischen Berichte enthalten. Ein besonderes Augenmerk wird je­weils auf das Bild gerichtet, das sich die deutschen Reisenden von den afrikanischen Men­schen ge­macht haben, sowie auf die Art und Weise und den Kontext, in dem ihre späte­ren Publikationen über diese Begegnungen zustande kamen. Über die biographischen Aspekte hinaus geht es besonders in der aus­führlichen Einführung um die Entstehungs­bedingungen und -geschichte unse­rer Quellen, um die spezifi­schen Umstände und den allgemei­nen Kontext der Produktion un­seres Wissens. Spezialbi­bliographien zu jedem der Forscher vermitteln erstmals eine umfas­sende bibliographische Übersicht.

Ab­bildungen einiger Skulpturen aus den mitgebrachten ethnographischen Sammlungen, die wir heute als Meisterwerke afrikanischer Kunst bewundern, bilden einen eindrucksvollen vi­suel­len Kontrast zu den meist abschätzigen Urteilen ihrer Sammler über diesen „Fetisch­kram“.

 

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